sexta-feira, 27 de novembro de 2009

"Eu tenho uma porção de coisas pra te dizer, dessas coisas assim que não se dizem costumeiramente, sabe, dessas coisas tão difíceis de serem ditas que geralmente ficam caladas, porque nunca se sabe nem como serão ditas nem como serão ouvidas, compreende?"
(Caio Fernando Abreu)

Rotina.

"Tô morando, trabalhando, estudando e amando. Esses são os quatro foles da minha vida, no momento, e sobre cada um deles eu teria milhares de páginas a preencher." (Caio Fernando Abreu)

O que seria isso?

"É um verdadeiro impasse. Não quero nunca mais me submeter a aceitar erros que me maltratem, mas também não quero mais uma vez atuar como a impetuosa rainha soberana e impassível de erro. Estou aqui tentando organizar minhas idéias e sentimentos de uma maneira que o resultado possa ser equilibrado. Mas quanta petulância da minha parte! Nunca consegui fazer isso, por que haveria de conseguir agora? E tomo mais uma taça de vinho, respiro um pouco, sinto meus olhos pesarem de tão molhados... mas não choro. Também não preciso exagerar! Acho que, na verdade, não é o impacto da tristeza que é grande, e sim a atuação do que eu estou sentindo por ele. É o afeto crescendo, a paixão criando corpo... e eu sentindo mais uma vez o medo de ter outra história como tantas que já tive. Não sei dizer o que existe entre a gente, nem sei dizer o que quero que venha a existir. Mas sei de tudo que quero evitar. Sei de cór todos os meus sintomas de sofrimento e por nada no mundo vou vivenciá-los de novo por pura ousadia da minha parte. Não sou mais criança pra colocar o dedo na chapa quente várias vezes, só pra ver se em todas eu irei me queimar. É o medo de querer desistir disso tudo logo pra não ter que sofrer depois. É o verdadeiro pânico de que ele me mostre que é igual a todos os outros. É o medo de ter que dizer às minhas amigas que ele não é tão bom-caráter quanto eu disse. É o medo de ter que esquecê-lo... e perder, novamente, outra paixão. Juro, não espero um homem perfeito, limpo da cabeça aos pés, cego para o resto do mundo, devoto de tudo que se relacione a mim. Eu sei que ele, dentro de sua condição de ser humano, vai me ferir, vai me fazer chorar de dor, vai me decepcionar, vai me faltar em algum aspecto, vai me fazer odiá-lo por alguns minutos... sei de tudo isso. E não espero que somente flores façam parte da nossa história. Quero inclusive que os espinhos existam, que é pra que possamos nos unir cada vez mais. Eu só queria que ele entendesse que tudo que eu menos quero é vê-lo transformado naquilo que eu aprendi sobre homens. Quero apenas um homem simples, quase comum. Daqueles que vivem você delicadamente, a cada dia um pouco mais e que fazem sentir como se estivesse deitada na rede, numa fazendinha escondida do resto do mundo, tomando vento na cara, ouvindo o som dos pássaros e comendo fruta fresca. Quero que ele seja tão leve como uma borboleta que pousa em minha mão. Tão natural quanto o sono de um bebê no colo da mãe. Tão suave quanto banho de rio. E ao mesmo tempo intenso como ver um ídolo pela primeira vez: que me tire o fôlego e me encha de ar! E o que eu mais quero é que ele seja tudo isso do meu lado. Que eu não tenha que esquecê-lo por razões mesquinhas. Já temos tanto com o que nos preocupar, não quero ter que perder os minutos que penso nele, preocupada se ele está ou não fazendo algo de errado. Vai passar, eu sei que vai e eu quero que passe. Mas quero saber como deixar tudo isso claro pra ele. Mesmo com todo meu medo de parecer envolvida demais, tola demais, exagerada demais, melosa demais, exigente demais, insegura demais e qualquer outra coisa demais. Porque o que é demais em mim agora é a vontade de que ele fique e de que assim eu também possa ficar.
(Carina Mota.)

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Recado pra ninguém.

O blog tá abandonado. Eu cansei de escrever, não sei mais. Na verdade acredito que nunca soube. Antes eu gostava, agora não mais. É legal isso, né? Essas mudanças. Um dia você gosta, no outro não. Ou continua gostando, mas cansa. Enfim, continuo gostando do meu curso, do meu namorado, da minha família, dos meus amigos... Só parei de gostar do blog. E só. Talvez eu volte a fazer disso aqui um 'querido diário'. Ou não. Depende da minha paciência.

domingo, 13 de setembro de 2009

A falta.

O que me machuca não é o que eu tenho, o que eu tive ou o que me aconteceu, as certezas do passado, os momentos bons e as confidências trocadas. O que me tira o sono, a paz, a racionalidade, o que me deixa louca realmente é a falta, a indiferença, a incerteza. Cadê? Por quê? Mas, quando? Justo agora? Comigo? Eu não aceito isso. Eu não quero isso. Eu não quero assim. Eu quero do meu jeito, com flores, ligações e mensagens, a presença não é constante, mas o amor sim.

sábado, 5 de setembro de 2009

17/07/09

Eu não tô acostumada com isso. Com esse sentimento que deixa as pessoas mais bobas. Com seu jeito grosso, e ao mesmo tempo sensível.
Eu não tô acostumada a ter que medir as minhas palavras, a planejar fins de semana e não dar certo, a esperar por uma coisa que eu não sei o que é.
Eu, definitivamente, não tô acostumada com isso.
Não sei o que falar, o que pensar, o que sentir, como agir. Me sinto com a Christina no início do namoro com o Burke. Só que sem um namoro. E sem um Burke. Na verdade, sem nada.
Não sei mais se é uma questão de paciência, ou se é melhor desistir de vez. Eu não quero desistir antes de tentar. Me dê motivos pra continuar...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Happy hour, vaidade e paciência

Essa semana eu tava assistindo Happy hour – adoro a Astrid – e o tema em questão era ‘Vaidade masculina’, entre os convidados estava o diretor de várias revistas masculinas da Editora Abril, que falou uma coisa tão interessante que tá na minha cabeça desde então.
Discutindo sobre modernidade e vaidade, ele disse que atualmente as coisas têm acontecido de forma tão rápida que não se tem mais uma segunda chance pra causar uma boa impressão. Ou você é, ou não é. Ou causa, ou não causa. Ou conquista, ou não conquista. E no caso da vaidade, ou está lindo, limpo e cheiroso, ou não está. O mundo está cada vez mais rápido, impaciente. E cabe a você se adaptar a ele.
A frase ‘não julgue o livro pela capa’ não pode mais ser usada, porque não se tem tempo de conhecer o interior das pessoas. Se você conhece alguém e o acha bonito, interessante e atraente, você concede a pessoa mais uns minutinhos da sua atenção, pra ver se o interior é tão atraente quanto o exterior. Mas, se no primeiro contato a pessoa já não desperta o seu interesse, em raras situações você vai dar bola pra pessoa e procurar saber seus gostos e afinidades.
Engraçado isso, né? Quantas chances a gente desperdiça por causa disso. Eu falo por mim, nem sempre eu sou legal e simpática com ‘pessoas novas’, às vezes cansa ser feliz o tempo todo. Não me refiro à educação, isso é indispensável. Mas aquela coisa de ser sociável, agradável, sorridente, fazer sala, ser comunicativo, etc. Isso varia de acordo o humor, clima...
Não tenho muita paciência, talvez por isso tenha poucos amigos. Preciso rever meus conceitos, eu sei!
Não quero mudar pra agradar, só quero ser mais receptiva. É simples.
E já comecei minha reforma interior, tô trabalhando minha paciência. Estava (e ainda estou) sofrendo muito por causa da minha ansiedade, e brigando com pessoas queridas sem motivo.
Assim prejudico a mim e aos outros, não pode!
Vamos ver o resultado... Nada como um dia após o outro.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Vou te levar comigo - BC ♥

domingo, 23 de agosto de 2009

Suspiros.

Tudo hoje faz mais sentido, é mais bonito e me dá mais vontade de viver, de melhorar! Eu ainda tô agoniada, apressada, insegura; mas nada me impede de viver, de aproveitar, e de abraçar e apertar todo o tempo. Só pra poder sentir que tá valendo a pena, que eu tô aproveitando cada segundo...
Eu não quero nunca esquecer isso tudo, esquecer como é bom ter o coração assim, e como é mágico perceber que o teu perfume ficou em mim.
Amanhã tudo isso pode mudar, mas hoje eu tô feliz e isso é suficiente.