Essa semana eu tava assistindo Happy hour – adoro a Astrid – e o tema em questão era ‘Vaidade masculina’, entre os convidados estava o diretor de várias revistas masculinas da Editora Abril, que falou uma coisa tão interessante que tá na minha cabeça desde então.
Discutindo sobre modernidade e vaidade, ele disse que atualmente as coisas têm acontecido de forma tão rápida que não se tem mais uma segunda chance pra causar uma boa impressão. Ou você é, ou não é. Ou causa, ou não causa. Ou conquista, ou não conquista. E no caso da vaidade, ou está lindo, limpo e cheiroso, ou não está. O mundo está cada vez mais rápido, impaciente. E cabe a você se adaptar a ele.
A frase ‘não julgue o livro pela capa’ não pode mais ser usada, porque não se tem tempo de conhecer o interior das pessoas. Se você conhece alguém e o acha bonito, interessante e atraente, você concede a pessoa mais uns minutinhos da sua atenção, pra ver se o interior é tão atraente quanto o exterior. Mas, se no primeiro contato a pessoa já não desperta o seu interesse, em raras situações você vai dar bola pra pessoa e procurar saber seus gostos e afinidades.
Engraçado isso, né? Quantas chances a gente desperdiça por causa disso. Eu falo por mim, nem sempre eu sou legal e simpática com ‘pessoas novas’, às vezes cansa ser feliz o tempo todo. Não me refiro à educação, isso é indispensável. Mas aquela coisa de ser sociável, agradável, sorridente, fazer sala, ser comunicativo, etc. Isso varia de acordo o humor, clima...
Não tenho muita paciência, talvez por isso tenha poucos amigos. Preciso rever meus conceitos, eu sei!
Não quero mudar pra agradar, só quero ser mais receptiva. É simples.
E já comecei minha reforma interior, tô trabalhando minha paciência. Estava (e ainda estou) sofrendo muito por causa da minha ansiedade, e brigando com pessoas queridas sem motivo.
Assim prejudico a mim e aos outros, não pode!
Vamos ver o resultado... Nada como um dia após o outro.